"Visto-me de silêncios a catar versos nas estrelas" (Sonya Muyllaert)

 

07/09/2026

Guardiã do Tempo


 Guardiã do Tempo

Entre dois seios é onde tu deslizas,
Gotejando os segundos, grão a grão.
Escorres por meus dedos: que ilusão!
Pois ris de mim enquanto me ironizas....

No cárcere de vidro te eternizas,
Enquanto a vida segue em contramão.
E eu, cega, crendo ter-te em minha mão,
Vejo que a luz vital já se ameniza.

Assim, qual mágico, sempre me iludes
E a julgar, ao prender-te na ampulheta,
Tu sempre foges qual água corrente.

Quando te penso eterno, és finitude,
Vagando em linhas da alma inquieta,
Perdida em sonhos vãos, inconsequentes.

Sonya Muyllaert


5 comentários:

  1. Un bello soneto que disfrute con su lectura.

    Saludos.

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  2. coucou super billet beau poème, je te souhaite une bonne fin de semaine un bon Vendredi un bon weekend a lundi ,bises

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  3. Soneto de encantamento amoroso, de que muito gostei.
    Bom fim de semana.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  4. Muito lindo poema! Gostei de ler!
    beijos, chica

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  5. Anônimo9/18/2026

    Muito lindo!

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